CIESP também recebe visita de coordenador do CECOMPI para criação de Hotel de Negócios

Dando continuidade às visitas realizadas pelo coordenador da Incubadora de Negócios de São José dos Campos, Francisco Novaes, gerida pelo CECOMPI – Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista, no dia 18, Francisco esteve no CIESP.

Recebido pelo gerente Fabiano de Souza e pelo vice-presidente Ney Pasqualini, o objetivo construir um Hotel de Negócios, cuja ideia é estimular a criação de novos negócios dentro da própria empresa e também em conjunto com universitários do município. As ações serão focadas mediante reuniões com apresentação de dificuldades competitivas das empresas para os alunos das universidades, que poderão utilizar os trabalhos de conclusão como ferramenta para novos negócios.

A ação se dará através de workshops, e o CECOMPI já assinou convênios com as instituições de ensino FATEC e ETEP. Participarão da ação, os associados do CIESP São José dos Campos e os alunos da FATEC e ETEP, com previsão de início para fevereiro deste ano.

O Hotel de Negócios conta ainda com o apoio do Sebrae-SP e da empresa Village Marcas e Patentes. Mais informações entre em contato com o CECOMPI através do telefone (12) 3876-7750.

Incubada se lança no mercado de celulares

A Pricez, empresa graduada pela Incubaero que possui convênio CECOMPI – Centro para Competitividada e Inovação do Cone Leste Paulista e Fundação Casimiro Montenegro Filho, se lançou no fim de 2011 no mercado de telefonia móvel. Em parceria com a GTAC e com o domínio de muita inovação tecnológica e mercadológia, a Pricez possui um impacto social e econômico muito grande. Além de parcerias com as maiores empresas do setor, a Pricez se lança também como o maior portal sobre celulares do país.

Sua proposta é fazer com que a escolha do celular chege a um nível completamente novo. Segundo a empresa, 87% das pessoas estão no contrato de celular errado, perdendo em média R$980,00 por ano. Então, para oferecer ao consumidor a certeza de buscar o melhor preço na escolha do melhor plano de celular, a Pricez uniu ex-consultores de estratégia de negócios, especialistas em telecomunicações, engenheiros e empreendedores no desenvolvimento de um portal inovador e completo, onde todas as operadoras e produtos podem ser encontrados.
O objetivo é nada menos que unir operadoras, governo e clientes em um canal de excelência, por uma indústria de celular mais transparente e desenvolvida.

Um projeto em escala nacional, com um impacto social e econômico gigantesco

Anos de desenvolvimento e investimento foram dedicados a um sistema que processasse o perfil de consumo de cada cliente em todas as
combinações de planos, promoções e tarifas do mercado de telefonia de forma simples e rápida, com resultados precisos e confiáveis e que, acima de tudo, viabilizasse todos os serviços de forma gratuita para o cliente final. O resultado deste trabalho é que, em breve, o cliente brasileiro terá:

- Economia: Uma tomada de decisão de compra mais correta e uma estimativa de redução de gastos de 55% em média na fatura de celular.

- Facilidade: Contato com a operadora em um click para que o consumidor brasileiro nunca mais precise ir às lojas, ouvir vendedores ou ligar para a operadora.

- Ofertas exclusivas de planos e aparelhos: Ofertas exclusivas desenhadas conforme o perfil do consumidor e o de sua família.

- Comunidade: Fazendo parte de uma comunidade, compartilhando ofertas de grupo em um conceito muito parecido com o mercado de
compras coletivas.

A Pricez é uma empresa 100% brasileira, fundada a partir de uma start up de sete ex-alunos do ITA, instituto parceiro do CECOMPI, que agora conta com alguns dos maiores líderes do setor em seu time, formando parcerias com as maiores empresas de telefonia, fabricantes de celulares,
tablets, acessórios e varejos nacionais.

Fonte: Incubaero e Factual Comunicação

Coordenador do CECOMPI visita ETEP, ASSECRE, FATEC e ACISJC para criação de Novos de Negócios

Neste início de janeiro, o coordenador da Incubadora de Negócios de São José dos Campos, Francisco Novaes, gerida pelo CECOMPI – Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista visitou a ETEP Faculdades, a ASSECRE – Associação dos Empresários do Chácaras Reunidas, FATEC e ACISJC – Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos.

O objetivo das visitas foi integrar e estimular a criação de novos negócios dentro da própria empresa em conjunto com universitários. As ações serão focadas mediante reuniões com apresentação de dificuldades competitivas das empresas para os alunos, que poderão utilizar os trabalhos de conclusão como ferramenta para novos negócios. As ações serão realizadas através de workshops previstos para iniciarem em fevereiro.

No dia 6 de janeiro, a visita foi à ETEP Faculdades, onde Francisco Novaes foi recebido pelo professor Thiago Pegas. Já no dia 9 de janeiro, o coordenador da Incubadora visitou a ASSECRE, acompanhado do coordenador do Escritório de Negócios do CECOMPI e do APL de Tecnologia da Informação e Comunicação, Marcelo Nunes. Na ocasião, ambos foram recebidos por Angela Grou e Angel Guillem, da ASSECRE

No dia 10 de janeiro, a visita foi à FATEC, e o coordenador Francisco Novaes foi recebido por Luiz Antonio Tozi. E no dia 11, a visita foi à ACISJC, onde foi recepcionado por Felipe Cury.

Mais informações entre em contato com o CECOMPI através do telefone (12) 3876-7750.

São José dos Campos: Número de empreendedores aumentou em 2011

Cada vez mais pessoas estão se tornando empreendedoras. Só no ano passado em São José dos Campos, foram abertas mais de cinco mil novas empresas, 600 a mais que em 2010.

E a boa notícia é que muita gente também tem conseguido sair da informalidade. Nos últimos três anos, 5500 profissionais conseguiram legalizar suas atividades. O sonho de Janaína era abrir o próprio negócio ligado à moda. Ela buscou informações pela internet, providenciou os documentos e já está trabalhando. Por enquanto, a loja é virtual, porque o investimento é menor. O estoque fica em um dos cômodos da casa. Janaína é uma microempreendedora individual. “A gente paga o imposto menor do que o microempreendedor ou do que os outros empreendedores. Isso facilita para quem está começando”.

Assim que começar a ter retorno do investimento, ela já pensa em ampliar os negócios. “A ideia depois é abrir uma loja física porque esse contato com o cliente é muito importante”. 

Você também pode ser um microempreendedor individual, e o processo para isso é muito simples. Acontece de um dia para o outro. Basta ir até a prefeitura com CPF, carteira de identidade e IPTU do local onde pretende trabalhar. Ali é possível ter orientações de um contador sobre as possibilidades da atividade que quer abrir. “Ele preciso muito menos documentação, ele vai ter um CNPJ, portanto ele pode oferecer o seu serviço ou vender o seu produto para grandes empresas até o limite de faturamento de R$ 60 mil por mês, senão ele passa para outra categoria”, explica o secretário de desenvolvimento econômico, José de Mello Corrêa.

Já quem fatura mais de R$ 60 mil por ano até 360 mil passa a ser um microempresário. Nesse caso, o primeiro passo é procurar um contador particular, para abrir um CNPJ e fazer um contrato social. Também é preciso providenciar o habite-se do local de trabalho, vistoria do corpo de bombeiros e da vigilância sanitária. Em 2011, São José dos Campos foi uma cidade mais empreendedora. O número de empresas abertas foi quase 14% maior que em 2010.

Mas antes, de providenciar qualquer documento, é preciso dar passar no Sebrae. De acordo com o gerente do Sebrae, Emerson Morais, procurar orientação ali ajuda no planejamento da empresa e é fundamental para o sucesso dos negócios. “O plano é um passo a passo que vai ver a questão de marketing, vai fazer um planejamento financeiro que é muito importante, vai estudar o tipo de consumidor que vai atender, vai dar todos os parâmetro para ela posicionar o negócio dela no mercado”.

fonte: SEBRAE

Empresa Incubada recebe investimento de Grande Empresa

    A BR CLOROX, pré residente da Incubadora de Negócios de São José dos Campos, gerenciada pelo Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista, recebe investimento de Grande Empresa com o objetivo de completar o desenvolvimento do seu produto na fabricação de moldes e impulsionar o negócio com transferência e know how de comercialização.

    O produto em questão, é um refil, desinfectante, que pode tratar 80 m3 de água por um período de até 6 meses dependendo do volume consumido. Trata-se de um sistema de desinfecção uni familiar, que possibilita a desinfecção da água de modo seguro, prático, barato respeitando as normas da portaria 2914 do MS.

    Tem como mercado todos imóveis localizados em periferias das cidades, áreas rurais; assentamentos em municípios não atendidos por serviços de saneamento básico, como  cidades localizadas na região norte do Brasil; regiões ribeirinhas, beneficiando principalmente famílias  que utilizam cisternas, poços ou captação própria de água de rios, nascentes ou outro meio. O próprio usuário terá a possibilidade de fazer o controle desse tratamento. 

    Segundo o coordenador da Incubadora de Negócios, Francisco Novaes, esse investimento é fundamental para a empresa nascente lançar-se no mercado, estruturar-se em sua administração  e finanças gerando emprego para o município.    

fonte: CECOMPI

STARTUPS CRIAM OUTRAS FORMAS DE VOAR

Empresas do setor aeronáutico são criadas na cidade por alunos do ITA e por ex-funcionários da Embraer

 

A Flight Technologies desenvolve sistemas para veículos aéreos não tripulados (Vant). Ela foi fundada em 2005 por dois estudantes de pós-graduação do ITA, Nei Brasil e Benedito Maciel. Inicialmente, a empresa estava na incubadora do ITA e, em 2008, mudou-se para o Parque Tecnológico de São José dos Campos.

“Em 2006, ninguém por aqui falava em Vant”, disse Noli Kozenieski, gerente de negócios da Flight. “Hoje somos uma referência no Brasil.” A empresa emprega cerca de 30 pessoas, alunos e ex-alunos do ITA. Os aviões não tripulados criados pela empresa têm aplicação militar, mas podem ser usados em outras áreas, como segurança pública e agronegócio.

Esse modelo, de desenvolvimento de tecnologia para uso militar que acaba sendo empregada para fins civis, é muito comum fora do Brasil. Nos Estados Unidos, a internet surgiu como uma rede descentralizada, capaz de resistir a um ataque nuclear. O mesmo aconteceu por lá com a tecnologia de celular CDMA, que apareceu como uma forma de tornar seguras as comunicações militares, e depois se tornou a base da terceira geração (3G) da telefonia móvel.

Por aqui, o modelo de desenvolvimento tecnológico ainda é pouco empregado. Alguns dos exemplos mais promissores dessa estratégia estão em São José dos Campos.

A incubadora do Parque Tecnológico de São José dos Campos tem 25 empresas. Em 2011, elas faturaram cerca de R$ 2,5 milhões. Além da incubadora do parque, existem outras três na cidade. Juntas, elas têm cerca de 60 empresas.

“O movimento de startups na cidade se intensificou nos últimos 10 anos”, afirmou Agliberto Chagas, diretor executivo do Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi). A organização sem fins lucrativos foi responsável pelo estudo de viabilidade e pela implantação do parque, em 2006.

O núcleo do parque ocupa uma área de 188 mil metros quadrados, com 36 mil metros quadrados de área construída. O local em que foi instalado era ocupado anteriormente por uma unidade da Solectron, fabricante terceirizada de eletrônicos que deixou o Brasil, e posteriormente foi comprada pela concorrente Flextronics.

Helicóptero. Outra empresa que nasceu em São José dos Campos é a Gyrofly. Criada em 2006 por ex-funcionários da Embraer, ele desenvolveu um mini-helicóptero não tripulado com quatro rotores, que pode ser usado nas áreas de defesa e segurança pública. Tanto a Flight quanto a Gyrofly tem projetos apoiados pela Financiadora de Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Mas o polo de São José dos Campos não se resume ao setor aeronáutico. A Vale Soluções em Energia (VSE) instalou seu Centro de Desenvolvimento de Produtos no parque. A empresa desenvolve motogeradores, gaseificadores e turbogeradores. Criada no início de 2008 pela Vale e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a VSE recebeu investimento de US$ 500 milhões.

“Queríamos estar próximos do ITA”, disse James Pessoa, presidente da VSE. Das cerca de 500 pessoas que a empresa tem no Brasil, 460 estão no parque. A motivação da Vale ao criar a VSE foi reduzir as despesas com energia. “A Vale consome 4% da energia gerada no País”, destacou Pessoa.

fonte: Jornal Estadão

Onde nasce a tecnologia

Ao redor de universidades, empresas inovadoras são criadas em vários pontos do País

Embraer criou torneio de inovação para seus cerca de 400 profissionais de TI

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – Apesar de ser a grande referência mundial de alta tecnologia produzida no Brasil, a Embraer não costuma parecer bem colocada nos rankings de inovação. A empresa costuma ficar atrás até mesmo de companhias do setor de commodities, com petróleo, mineração e agronegócios.

Em rankings gerais, a Embraer normalmente é penalizada pelo ciclo longo de desenvolvimento de produtos do setor aeronáutico, que pode chegar a 20 anos. Um dos indicadores mais usados para se medir a inovação é a participação de produtos novos (lançados nos últimos três a cinco anos) no faturamento e no resultado.

Isso faz com que a Embraer não pareça bem. As empresas de internet do Vale do Silício costumam adotar palavras de ordem como “fail fast, fail forward” (fracasse rápido, fracasse adiante). Uma fabricante de aviões, como a Embraer, não pode se permitir adotar slogans como esses.

Quando o ranking é setorial, por outro lado, a Embraer acaba ficando muito próxima da média, já que tem um peso imenso no setor aeronáutico brasileiro. Mais uma vez, acaba sendo prejudicada pelas particularidades da área em que atua.

No começo do ano passado, a Embraer finalizou um diagnóstico sobre a situação da inovação na empresa, e chegou à conclusão de que as atividades inovadoras estão muito concentradas na engenharia, no desenvolvimento dos produtos. A partir dessa conclusão, a empresa começou a criar programas para incentivar a inovação em outras áreas, como comercial e marketing.

“Basicamente, a empresa foi criada para desenvolver tecnologia, e sempre foi muito forte na área de produtos”, disse Hermann Pontes e Silva, vice-presidente de sustentabilidade da Embraer, também responsável por inovação. O executivo apontou que o mercado passa por grandes mudanças. A configuração atual – em que, numa ponta, concorrem Boeing e Airbus e, na outra, Embraer e Bombardier – deve mudar rapidamente. “Chineses, russos e japoneses vão entrar nesse mercado nos próximos anos. Para nos prepararmos, precisamos oferecer melhores serviços e mudar até a própria forma comercializar nossos produtos.”

A Embraer criou um torneio de inovação para seus cerca de 400 profissionais de tecnologia da informação, que enviaram ideias de aplicativos para telefones móveis. O vencedor foi um aplicativo de plano de voo para o avião Ipanema. Em janeiro, a empresa vai lançar um segundo torneio de inovação, só para os funcionários da unidade de Gavião Peixoto (SP).

Polos. A Embraer é a face mais visível do polo de tecnologia de São José dos Campos (SP), que se desenvolveu ao redor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

O Vale do Silício, principal polo de tecnologia dos Estados Unidos, nasceu da relação entre universidades, empresas e governo. Não foi resultado de uma política pública, mas, sem o investimento do governo em pesquisa nas universidades; compras públicas, principalmente do setor de defesa; e uma estrutura tributária favorável ao investimento, a história poderia ter sido outra.

Desde a fundação da HP, na cidade de Palo Alto, em 1939, as empresas foram surgindo ao redor da Universidade Stanford (e da Universidade da Califórnia em Berkeley), num ciclo virtuoso em que empreendedores alcançam o sucesso, se transformam em investidores e financiam uma nova onda de empresas iniciantes.

O Brasil tem vários polos tecnológicos, ainda que nenhum da estatura do Vale do Silício. Cidades como Campinas, São José dos Campos e São Carlos (SP), Porto Alegre e São Leopoldo (RS), Campina Grande (PB), Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, têm visto surgir empresas de alta tecnologia ao redor de suas universidades, e conseguido atrair centros de pesquisa de multinacionais.

Gargalos. Startups são criadas com entusiasmo em várias cidades do País, mas há limitações evidentes nesse cenário. Uma delas é o porte das empresas. Com algumas poucas exceções (como a Embraer, em São José dos Campos), as empresas brasileiras mais bem sucedidas, surgidas nesses polos, têm dificuldade de ultrapassar a faixa dos R$ 200 milhões de faturamento anual.

Uma das explicações poderia ser o foco dessas empresas no mercado interno. A Embraer, que é a referência brasileira de alta tecnologia no mercado internacional, descobriu muito cedo que, para se viabilizar, precisaria vender aviões para o mundo. Antes dela, outras fabricantes surgiram ao redor do ITA, mas não tiveram sucesso, sendo extremamente dependentes das compras governamentais.

Outra explicação seria a falta de investimento adequado. As empresas iniciantes ainda são muito dependentes das linhas de crédito oficiais, oferecidas pelo BNDES e pela Financiadora de Projetos (Finep), do Ministério das Ciência, Tecnologia e Inovação.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou que, em 2009, havia US$ 36,1 bilhões investidos em venture capital (capital de risco) e private equity (investimento em empresas de capital fechado) no País, um crescimento de 29% sobre o ano anterior. Pode parecer bastante, mas não é. Esse montante representava 2,33% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, quando a média mundial é de 3,7%. Os Estados Unidos estão na média. Na Inglaterra, o investimento chega a 4,7% do PIB e, em Israel, a 4,2%.

Esse cenário começa a mudar com empreendedores que se tornam investidores. Em Campinas, um grupo de cerca de 40 empreendedores resolveu se reunir para investir em startups, criando a Inova Ventures Participações (IVP). O professor Silvio Meira, do Recife, se aposentou da Universidade Federal de Pernambuco e formou a Ikewai, para apoiar empresas de tecnologia. Em São Paulo (que é um também grande polo de tecnologia), Cassio Spina, fundador da Trellis, criou a Anjos do Brasil, para investir em startups.

fonte: Jornal Estadão

Brasil será 3º maior mercado de veículos em 2016, diz estudo

O Brasil vai subir à terceira posição no ranking global de maiores mercados de veículos do mundo em 2016, atrás de China e Estados Unidos, segundo levantamento da consultoria KPMG, divulgado nesta sexta-feira.

Quinto maior mercado mundial em 2011, em um momento em que países da América do Norte, Europa e Japão enfrentaram fraqueza em suas economias, o Brasil deve chegar a 2016 com vendas de 4 milhões a 6 milhões de veículos, após encerrar o ano passado com vendas de 3,6 milhões de unidades.

Seguindo de perto o país está a Índia, em que o levantamento da KPMG –que compila previsões de 200 altos executivos do setor na indústria automotiva mundial– prevê com vendas de 3 a 5 milhões de unidades em 2016.

A China seguirá na primeira posição com vendas estimadas entre 20 milhões e 24 milhões de veículos, mas o país é visto com o maior nível de excesso de capacidade produtiva entre os membros do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Segundo a pesquisa, a China tinha um excesso de capacidade produtiva de 6 milhões de veículos, algo que crescerá para mais de 9 milhões em 2016. Os respondentes da pesquisa afirmam que o excesso de capacidade nos Brics é visto como “mal necessário” para se manterem competitivos diante dos mercados mais maduros. Diante dessa realidade, a expectativa no levantamento da KPMG é de que os Brics tenham um excesso de capacidade de 20 a 30 por cento em 2016.

Na avaliação dos respondentes da pesquisa da KPMG, a China deve alcançar exportações de 1 milhão de veículos entre 2014 e 2017, enquanto o Brasil deve atingir esse nível apenas em 2017. Em 2011, o Brasil exportou um total de 541,6 mil veículos, 7,7% acima de 2010 e após os 368 mil em 2009.

fonte: Folha de São Paulo

Novo reitor do ITA defende inovação na agenda pública

 

ITA

Especialista em inovação, o novo reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Carlos Américo Pacheco, expõe em entrevista seu projeto para reaproximar a instituição de seu modelo original, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), em que a universidade vai além da educação e avança sobre pesquisa e desenvolvimento, com parceiras com empresas e internacionalização.

Formado em engenharia eletrônica pelo ITA, com doutorado em economia pela Unicamp, onde era professor até ser escolhido em seleção pública como novo reitor, Pacheco, 54, foi secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (1999-2002) e participou da elaboração dos projetos que resultaram na criação de 14 fundos setoriais e na Lei da Inovação, de 2004.Folha – Inovação é a área a que você mais se dedica, anteriormente no Ministério da Ciência e Tecnologia e na Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Qual é a sua visão de inovação? O que o ITA e o próprio país devem fazer?

Carlos Américo Pacheco – Inovação passou a ser uma palavra que responde a coisas diferentes, na cabeça de cada um. Vou me restringir àquilo que é inovação no sentido econômico, deixando de lado criatividade e outras dimensões, que também serão muito importantes para o Brasil e para os principais países. Boa parte das políticas ditas de inovação nos países desenvolvidos hoje passam a incorporar inclusive essas outras dimensões. Tenta-se fazer política sobre criatividade, melhor eficiência do setor público, sobre outras coisas, mas eu vou me restringir à inovação no sentido econômico. Ou seja, o que as empresas fazem do ponto de vista de modificações de produtos, processos, serviços que prestam, agregar valor ao que fazem etc. Dentre as várias formas de inovação que as empresas usam está a inovação tecnológica.

A inovação é fundamental para o desenvolvimento, porque grande parte do aumento de produtividade nas economias modernas vem da inovação. Você não consegue fazer um processo de crescimento sustentável, de longo prazo, sem crescimento de produtividade. A produtividade é o que permite aumentar a renda real das pessoas. Você tem que ter produtividade para poder pagar salários maiores. Se pagar salários maiores e não aumentar a produtividade, você vai ficar não competitivo, vai ter deficit comercial. Nós temos um problema no Brasil. O Brasil vai crescer nos próximos anos, por vários efeitos, do pré-sal, das commodities. O mundo vai andar extremamente problemático, mas mesmo assim o Brasil vai crescer, por causa do mercado interno, dos recursos naturais. Mas o perfil do crescimento pode ser melhor ou pior, se a gente conseguir introduzir a inovação tecnológica na agenda pública e privada, sobretudo.

A agenda de inovação é decisiva, porque a gente pode gerar um país melhor. A gente pode viver de renda de commodities e gerar emprego precário, pagar salário mediano, para fazer transferência de renda enquanto durarem as commodities, mas na verdade, se a gente quiser criar uma estrutura mais integrada, uma sociedade melhor, salários reais melhores, vai ter que fazer esse caminho. Ou seja, dada a situação atual e dado que o câmbio tem uma tendência de ficar apreciado pelo excesso de divisas gerado por commodities e no futuro por petróleo, vamos ter que fazer um investimento em inovação tecnológica, para aumentar produtividade. É uma agenda decisiva para o Brasil.

Folha – E como entra o ITA?

Pacheco – Ele tem tudo a ver com isso. O ITA é basicamente uma escola de engenharia, mas é diferente das outras. Ele foi criado com o objetivo de gerar uma indústria aeronáutica. Tem uma coisa muito curiosa, na história do ITA. A história começa com a criação do MInistério da Aeronáutica e depois com um conjunto de lideranças do ministério, sobretudo o marechal Casimiro Montenegro, e a ideia de fazer uma indústria aeronáutica no Brasil. Quando procuram o MIT, ainda na década de 40, eles têm a nítida intenção de fazer uma escola de engenharia para criar uma indústria aeronáutica.

Quando depois o chefe do departamento de engenharia aeronáutica vem ao Brasil, ele produz uma coisa interessantíssima, que é o Relatório Smith. O primeiro reitor é esse professor que era chefe do departamento aeronáutico do MIT e que produz um relatório para a concepção do que seria o Centro Tecnológico de Aeronáutica etc. Ele diz assim, “tem que ter uma escola de engenharia de excelência, mas tem que ter mais: tem que ter o instituto de pesquisa, tem que ter fomento industrial”. Ele desenha o que a gente chama hoje de “cluster”, de arranjo produtivo local. Isso no final dos anos 40, é uma coisa impressionante. Se você for ler aquilo… A gente admira muito, por exemplo, o que Taiwan fez no ITRI (Industrial Technology Research Institute), no parque tecnológico deles, mas aqui, nos anos 40, se desenhou um negócio extremamente agressivo, do ponto de vista de política tecnológica industrial, que é a construção não só de uma escola de excelência, mas de um projeto de indústria.

Então o ITA tem tudo a ver com inovação. Sua concepção não é só educacional, é criar uma indústria. E num certo sentido foi extremamento exitoso, porque gerou a terceira maior empresa aeronáutica no mundo, do ponto de vista de montagem e fabricação de aviões. Temos ainda enormes gargalos na cadeia de fornecedores, vários fornecedores da Embraer são maiores do que ela, mas é um sucesso. É daquelas coisas que soubemos fazer com competência. Desde a sua origem, aquilo foi criado com um objetivo de política industrial, de política tecnológica. De inovação.

Folha – Também na graduação?

Pacheco – Somos uma escola pequena, para o tamanho do Brasil, mas uma escola de excepcional qualidade. Os relatos dos casos dos nossos alunos são interessantíssimos. A Embraer tem um programa com o MIT e recentemente um dos meninos nossos, do quarto ano, foi convidado para fazer um estágio de férias lá. Ele foi e eles o convidaram para fazer o doutorado direto. A gente tem meninos que saem da graduação fazendo doutorado direto em Princeton, tem meninos em Stanford. São talentos de classe mundial, são medalhas de outro nos concursos internacionais de computação, de matemática. No ano passado, pela primeira vez, eles participaram de uma competição tradicional americana sobre foguetes, com escolas de engenharia americanas. Foram financiados pelos próprios alunos, pelo centro acadêmico, e tiraram o primeiro lugar, nos Estados Unidos, que têm o maior número de escolas de engenharia aeronáutica.

É um projeto excepcional. Ao longo da história, ajudamos a construir não só a indústria aeronáutica. Boa parte do que foi feito em telecomunicações no Brasil nasceu na escola, até porque a Unicamp ainda estava surgindo. O centro de pesquisas da Telebras foi criado por gente formada no ITA, na sua grande maioria. O [José Ellis] Ripper foi formado na escola, depois foi para o Bell Labs, voltou para a Unicamp, e boa parte do staff inicial do centro de pesquisas da Telebras era formado no ITA. Tem vários tipos de contribuição em vários setores, não só no aeronáutico. Então, inovação está no nosso DNA e vai estar mais porque, mesmo sendo uma escola de engenharia, precisamos aproveitar ao máximo esses talentos para os desafios que o Brasil tem à frente. Temos que engajar o máximo possível esses jovens em projetos.

Folha – Uma das coisas que se falam sobre o pré-sal é que vai demandar uma quantidade e uma qualidade de engenheiros que o país não tem como fornecer, na estrutura atual. Essa demanda crescente por conhecimento técnico em engenharia, não só do pré-sal, é uma das razões para o projeto de dobrar o número de vagas?

Pacheco – O ITA vai duplicar de tamanho. Isso é muito pouco para a necessidade que o Brasil tem o ITA forma 120 alunos por ano e vai passar a 240 mas é importante fazê-lo. A demanda por engenheiros é muito maior do que isso. Hoje estamos formando no Brasil 35 mil, 40 mil por ano. As estimativas que estão nos planos nacionais são de que a gente precisa dobrar esse número, passar para alguma coisa entre 70 mil e 100 mil por ano. Temos o menor perfil de engenheiros por habitante de todos os países Brics. Vamos ter de fazer um esforço muito grande. Há forte demanda do mercado de trabalho e, se a gente olhar pelo vestibular deste ano, vê que a garotada está respondendo.

O ITA é parte desse esforço, mas uma parte. O nosso foco não é quantitativo. Somos pequenos. Não conseguimos fazer uma expansão enorme por razões que têm a ver com o modelo da escola. Oferecemos alojamento para todos os estudantes, oferecemos refeitório, é tempo integral, os meninos moram no campus. O ITA pode atender e está afinado com essa prioridade do país naquilo que a gente poderia chamar de altíssima qualidade. Temos um volume muito grande de meninos que se inscrevem no vestibular da escola. Este ano fomos a 9.400 inscritos no vestibular, para 120 vagas. É muito difícil, acaba acontecendo que muitos sequer se inscrevem. E já temos hoje um número de alunos que têm nota mínima para entrar e que a gente não chama por não ter vaga. Temos certeza de que vamos fazer a duplicação.

Folha – Mas ela já tem um prazo?

Pacheco – Vamos fazer em alguns anos. Isso vai depender agora do encaminhamento das obras, a partir do ano que vem. Mas a ideia é que a gente, não no próximo vestibular, mas no outro, já consiga dar início. A gente depende de obras, para poder viabilizar. Tem que construir alojamento, refeitório, laboratório etc. Mas essa é inclusive a sinalização da Presidência da República, de que a gente dê prioridade à expansão e acelere o mais que puder. Depende da nossa capacidade de execução dessas obras.

A demanda por engenheiro está crescendo a 8% ao ano. Ela cresce a uma taxa que é duas vezes à do PIB. Na história dos EUA, ela chegou a crescer quatro vezes o crescimento do PIB. Se a gente quiser fazer inovação… Engenheiro é uma mão de obra qualificada para “n” funções. É quem decodifica toda a parte científica para implementar numa empresa. Você usa engenharia não só na área industrial, mas no governo, no setor de serviços. É muito versátil e ajuda muito nesse processo de desenvolvimento do Brasil como um todo. O nosso papel, do ITA, nessa demanda, é ofertar engenheiros capazes de serem líderes de projetos, de assumirem funções de vanguarda. O ITA sempre exerceu isso, na história do desenvolvimento tecnológico do Brasil, seja na Petrobras, seja na Embraer, seja na Telebras, vários presidentes da Telebras foram alunos da escola. Nossa função é preparar esse pessoal.

Folha – O MIT originou o ITA, mas é um modelo diferente. Eles têm, por exemplo, o laboratório de mídia. Você prevê também uma ampliação de foco no ITA?

Pacheco – Nós temos dois alvos na expansão. Um é a expansão física, laboratórios didáticos, que são os laboratórios convencionais de aerodinâmica, física, propulsão, nas várias áreas. Vamos também abrir mais duas áreas de engenharia, para completar o leque que a gente oferece.

Mas é provável que a gente tenha que fazer mais do que simplesmente duplicar o ITA tal como ele existe hoje. Que a gente tenha que fazer uma atualização de como ele atua. Essa atualização tem a ver com coisas que estão acontecendo em várias universidades, no Brasil e fora. Temos um jovem super-talentoso. É um jovem completamente diferente do que éramos 30 anos atrás, que está conectado com o mundo, com as redes sociais, com a internet, mas também porque incentivamos muito que ele faça um estágio no exterior, abrimos espaço durante a graduação. Queremos que esses jovens façam suas pós-graduações nas melhores escolas de engenharia, mas que eles contribuam para o desenvolvimento tecnológico no Brasil. Para fazer isso, vamos ter que pensar modelos novos de como a escola opera, naquilo que a gente está chamando de despertar a paixão por assuntos tecnológicos de relevância para o Brasil.

Estamos iniciando um conjunto de conversas com empresas de ponta, que têm esforço tecnológico grande no Brasil, para construir com elas um modelo de cooperação novo. Fazemos muitos projetos conjuntos com empresas, laboratórios conjuntos, várias coisas, mas talvez a gente precise repensar um modelo e, aí sim, usar o que o MIT fez com o Media Lab, usar o que estão fazendo em Harvard, em Stanford e em outros lugares do mundo. Engajar os alunos logo no início do curso de graduação, em equipes que envolvam diversos anos, pós-graduandos, professores, gente da indústria, em grandes desafios tecnológicos que o Brasil precisa vencer. Gostaríamos que os nossos alunos se apaixonassem, se encantassem por certos grandes desafios tecnológicos que o Brasil precisa fazer e trabalhassem desde o início naquele campo. Se ele, formado, vai optar por ficar na empresa x ou y, é um problema que ele vai ter que negociar com a empresa, as condições de trabalho que a empresa oferece etc. Mas acho que a gente conseguiria uma taxa maior de êxito se desde o início a gente fomentasse que os alunos se dedicassem a esses grandes desafios. Seja para ele abrir uma empresa nova e virar um grande empresário, seja para ser líder de um projeto dessa natureza na indústria no futuro.

Vamos ter de atualizar a escola usando um pouco o que o MIT faz, o que a Virginia Tech faz, o que a Georgia Tech faz. Uma parte da duplicação é que, dobrando o número de alunos, a gente vai ter massa crítica para pensar um outro modelo de atuação, junto com Petrobras, com Vale, Embraer, Odebrecht, Braskem, com a Telebras e com várias outras empresas. E que a gente construa uma carteira de desafios, em que a gente possa botar equipes, de modo que esses meninos se apaixonem e se dediquem a trabalhar aquilo, em nanotecnologia, em campos que sejam grandes desafios. Que permitam dizer a eles, “olha, você pode trabalhar nisso, você pode criar sua empresa, pode ser um líder num empreendimento na Embraer, na Petrobras”. A gente vai ter que quebrar a cabeça sobre isso.

Folha – Fala-se de uma divisão entre o modelo de inovação com maior presença do Estado, como na Coreia do Sul, e um modelo em que o Estado até está presente, mas em menor proporção, como no americano.

Pacheco – Em qualquer lugar do mundo, o Estado acaba subvencionando o desenvolvimento tecnológico do setor privado. A principal razão é que tem risco alto e o setor privado investe menos do que precisaria investir. Basicamente, uma empresa não consegue retirar todo o retorno do investimento, porque os concorrentes copiam etc. Do ponto de vista mais ortodoxo, você diz que a empresa não consegue se apropriar de todo o retorno do investimento que faz. os concorrentes se apropriam. É como se o retorno social fosse maior que o retorno privado. Isso justifica, mesmo para os economistas mais conservadores, subvencionar o gasto privado em pesquisa e desenvolvimento. E no mundo inteiro não há desenvolvimento tecnológico que não tenha um grande amparo do Estado. Recentemente, aqui, numa visita, o presidente da Boeing afirmou que não entendia a Embraer, porque a Boeing não consegue sobreviver sem as encomendas do Estado americano. É tão caro o desenvolvimento de fronteira nessa área que, na verdade, o investimento inicial é altíssimo, o risco é altíssimo, então você precisa.

Tirando a China, que é um caso completamente particular, aí sim o Estado tem uma presença decisiva, eu vejo que tem dois modelos no mundo que funcionam. Nos dois o Estado é importante. Num, o Estado faz isso com encomendas de governo, como nos EUA. O Estado tem uma enorme importância no desenvolvimento tecnológico, fazendo encomendas para a indústria espacial, aeronáutica. O gasto militar americano é um grande indutor de desenvolvimento tecnológico. E o Estado americano atua também através de um conjunto de institutos de alta qualidade. Atua fortemente na pesquisa básica, com uma estrutura que é ímpar no mundo. Você pega o discurso do Obama, do estado da nação, e ele diz isso claramente. É impressionante a clareza que eles têm de que o Estado tem de criar uma estrutura altamente competente de pesquisa básica e que seja funcional às empresas. E apoiar nas encomendas.

O modelo europeu também é de grande subvenção ao setor privado, mas não feita sob a forma de encomenda. É feita mais sob a forma de editais, pesquisa cooperativa universidade-empresa etc.

Folha – O que o você recomenda para o Brasil?

Pacheco – O que se recomenda no mundo é que se faça um “blend” dos dois. No período recente, a gente construiu um sistema que é parecido com o europeu, com fundos setoriais. Agora, nos últimos poucos anos e sobretudo depois da Estratégia Nacional de Defesa, a gente se aproxima de um “blend” entre os EUA e a Europa. Um pouco por causa das encomendas de submarinos, do cargueiro da Embraer, do satélite geoestacionário. Talvez a gente recupere esse outro lado, das encomendas. Eu acho que, do ponto de vista de políticas de apoio, ainda temos muito a melhorar. Mas, do ponto de vista dos instrumentos, o Brasil tem uma experiência do passado de ter feito muitas coisas. Uma parte importante do sistema estatal foi relevante para o desenvolvimento tecnológico do Brasil, tanto que todos os casos de sucesso que a gente cita, Embrapa, Petrobras, Embraer, Vale do Rio Doce, foram empresas estatais. Então, acho que a gente sabe fazer. Estamos ainda tentando consolidar um sistema no Brasil.

Folha – Como você imagina aumentar a internacionalização da escola?

Pacheco – Já temos muitos alunos que fazem estágio no exterior, França, EUA. Agora estamos, com o Ciência Sem Fronteira, mandando um conjunto grande de alunos para o exterior, abrimos espaço na grade curricular para que possam passar um período. Nós temos grande interesse. E vamos ter um desafio enorme com a ampliação da escola, um desafio que às vezes as pessoas não imaginam. Vamos ter que contratar 200 professores de altíssimo nível. Vamos ter que trazer gente de fora, mandar gente para fora para se titular. Isso que a gente chama de internacionalização é colaborar de forma mais intensa com os grandes centros de engenharia do mundo, com o MIT de novo, voltar ao início da escola, e com outros, em Stanford, em Zurique. Somos uma escola de classe mundial, pelos alunos que a gente forma, pela demanda e visibilidade que eles têm no mundo. Mas a gente quer muito, na internacionalização, atrair professores brilhantes estrangeiros, que nos ajudem no processo de expansão. O mundo está problemático, tem muita gente talentosa neste momento com dificuldade de se posicionar no mercado, inclusive em função da crise europeia.

Folha – E as parcerias com empresas?

Pacheco – Nisso que a gente chama de cooperação, vamos investir numa coisa que não está no projeto de duplicação, mas estamos conversando com as empresas para dar um passo além. Neste momento vamos cuidar de obra, dinheiro, contratação, para fazer a duplicação. Mas simultaneamente a gente botou na agenda, com todas as empresas com que andamos conversando neste final de ano, um laboratório multiusuário, multifuncional, não como os laboratórios didáticos por disciplina. Provavelmente a gente vai acabar fazendo uma coisa que seja emblemática, no sentido arquitetônico. Não porque quer gastar dinheiro desnecessariamente, mas no sentido de ser uma coisa provocativa, para despertar essas paixões nos alunos. Que faça eles se sentirem aqui como em qualquer lugar de classe mundial. E que mova o imaginário das pessoas, para desenvolver novas empresas, projetos. Provavelmente a gente vai acabar tendo, no processo de expansão, alguma coisa nesse sentido, parecido com o que são esses “innovation centers” que proliferam pelo mundo.

Folha – Não tem arquiteto ainda?

Pacheco – Não, está muito verde. Mas a gente sonha com isso, não pelo desenho arquitetônico, mas porque um dos desafios maiores é conseguir engajar esses jovens excepcionais em grandes desafios para o Brasil. Para fazê-lo, vamos ter que mobilizar a imaginação desses meninos, a paixão por isso. Não é no sentido arquitetônico, mas no sentido de que a gente construa alguma coisa que desperte esse imaginário. Por isso um projeto dessa natureza é necessário.

Fonte: Folha de S. Paulo

CECOMPI entrega brinquedos em Natal Solidário

Escola Luis Sundfield

O CECOMPI – Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista entregou, no dia 9 de dezembro, cerca de 330 brinquedos às crianças da Escola Luis Sundfield, no bairro Galo Branco, em São José dos Campos.

O Natal Solidário contou com a participação de funcionários do CECOMPI, parceiros e incubados, além de alguns associados. Todos os participantes contribuíram com uma quantia em dinheiro para que fosse possível a compra dos brinquedos. Os presentes foram entregues pelos funcionários do CECOMPI.Além da entrega dos presentes, também foram alugados brinquedos como piscina de bolinhas, cama elástica e pula-pula para que todas as crianças pudessem se divertir ainda mais neste dia tão especial. De alimentação, foi oferecido bolo, refrigerante, pipoca e algodão doce.

O Natal Solidário contou também com a presença de um Papai Noel, que recebeu várias cartinhas das crianças. Entre os pedidos, além de brinquedos, as crianças desejaram paz, amor e harmonia neste Natal.

Segundo Valéria Andrade, gerente financeira do CECOMPI, o olhar de felicidade das crianças ao receberem o presente foi indescritível. “Me faz pensar como tão pouco pode fazer muito. Obrigada a todos que colaboraram com esta festa maravilhosa”, completa.

Fonte: Factual Comunicação